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Posts Tagged ‘Nova Delhi’

Ficheiro:Indian subcontinent CIA.pngNesse “post”, através de fotos, vocês vão conhecer um pouco do contraste entre a Nova e a Velha Delhi . Vão ter  uma pequena   idéia de como  o povo indiano vive e convive em mundos completamente diferentes , onde  as diferenças não são empecilho para que possam viver e conviver em paz e receber de braços abertos os visitantes. .

A beleza do país está justamente nesse contraste  onde  nada é escondido aos olhos  curiosos dos visitantes. Parece que está a dizer todo o tempo: “Nós somos assim”.

Nova Delhi é o centro de governo e de administração. As duas cidades, Velha Delhi e Nova Delhi funcionam como uma só cidade. Desde 1947 , Nova Delhi é a capital do país e foi também a capital da colônia britânica antes da independência (a capital anterior era Calcutá).

Projetada pelo arquiteto britânico Edwin Lutyens, a cidade é conhecida por seus bulevares amplos  cercados por árvores  e por abrigar diversas instituições e monumentos nacionais.

A modernidade da Nova Delhi, com seus arranha céus, amplas avenidas, condomínios, shoppings centers, estádios de futebol (são 64 no país e o de Nova Delhi tem capacidade para 100 mil pessoas) hotéis luxuosos, parques ecológicos, metrô, contrastam e convivem em perfeita harmonia com a Velha Delhi (Old Delhi) com seu tráfego caótico, mas onde todos se entendem, ruas estreitas e lotadas de pessoas, animais (sagrados), comercio ao ar livre, rikixás, tuc tuc…

Mas, existe um elemento comum, um elo de ligação estreito e profundo,  entre os habitantes de ambas as Delhi – a DEVOÇÃO.

pessoas, onde a família é um bem precioso e os mais velhos reverenciados, respeitados e obedecidos. São os sábios e suas decisões não são questionadas.

Muitos  ocidentais que chegam para visitar país, não estão preparados para esse “encontro”. Questionam  a cultura e hábitos milenares, comparando as diferenças entre seus países e a Índia, esquecendo que  esse povo milenar  resistiu a diversas invasões sem perder a essência da sua cultura, preservada ao longo dos milênios.

Ter a mente aberta para o inusitado e poder usufruir dele. Esse é o lema para que os visitantes possam  aproveitar  toda a beleza  e riqueza desse país pleno de magia, mistérios, história, tradição e muito mais. 

Compreender que as pessoas, em todo o mundo, tem costumes e hábitos diferentes e que não são melhores, nem piores, são iguais a nós.

A Índia é um lugar realmente muito especial e certamente  único porque na diversidade eles encontraram a unidade – A DEVOÇÃO.

O sistema de castas consiste numa antiga e rígida hierarquização da sociedade indiana. Este sistema surgiu baseado em preceitos religiosos do vedismo.

Neste sistema, a casta determina toda a vida de uma pessoa desde o momento do seu nascimento até a morte. O local de moradia, a profissão, o casamento entre outros aspectos da vida são determinados pela casta ao qual pertence.

De acordo com este sistema, pessoas de castas diferentes não podem casar ou ter relacionamentos. Também não é permitida a mudança de casta, pois a crença é a de que a natureza de cada pessoa é determinada pelos deuses.

Porém, como os hindus acreditam na reencarnação, a mudança de uma casta poderia acontecer numa outra vida, de acordo com a evolução espiritual.

Principais castas da antiga organização social da Índia:

– Brâmanes: eram os sacerdotes e possuíam o acesso exclusivo aos textos sagrados.
– Guerreiros: participavam de cargos políticos e da defesa militar do território.
– Mercadores: praticavam o comércio.
– Sudras: escravos

* Dalits – párias (intocáveis): não pertenciam a nenhuma das castas acima e exerciam atividades desprezadas pelos indivíduos das castas. Eram considerados impuros.

O sistema de castas foi abolido oficialmente da Índia na Constituição de 1950. Porém, por razões culturais e religiosas ela ainda faz parte da vida dos indianos.

Agora de partida para o NEPAL.  AGUARDEM O PRÖXIMO POST

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NO AUGE DAS EMOÇÕES DA VIAGEM, RELATO MINHAS IMPRESSÕES. LEIAM COM O CORAÇÃO. AS IMPRECISÕES VEJAM COMO LICENÇA POÉTICA.

Percebi que a Índia não é igual para todo mundo, depende do olhar de cada um. Aprendi também que tem que olhar com o coração. Namaste!

Vivenciando: Jaipur, Nova Delhi, Agra, Jhansi, Khajuraho  e Varadasi –Nesse post vou dar um depoimento geral sobre essas cidades que visitei e nos próximos,  na medida do possível,  detalho cada uma dessas cidades.

Chegamos a Jaipur, estado do Rajasthan, só vendo para crer.  Foi formidável passear de tuc tuc e riquixá no meio da confusão. Só vendo para entender: vaca pra cá, camelo pra lá, noivo a cavalo, pessoas no elefante, pedestres atravessando, carros buzinando, ônibus querendo passar, motos cortando, bicicletas e… tudo ao mesmo tempo. Are baba. Que loucura maravilhosa!.. Isto é a Índia que sempre sonhei conhecer. Tudo girando ao mesmo tempo num frenesi de enlouquecer, num maravilhoso bailado que só quem está bailando junto entende.

Nova Delhi– cidade globalizada, toda arborizada, estradas novas, o crescimento econômico foi mais de 8%. Hoje , além dos trilhos, como é ligada toda a capital com o resto do País, é grande o investimento em estradas. Isso é bem perceptível. Os Templos Indús, que são super lindos, nos mostram uma arquitetura impecável. Tivemos a oportunidade de assistir a uma cerimônia em um desses Templos, no caso foi no Templo Burla. Ao Por do Sol, eles fazem a segunda oração do dia. Foi muito lindo e ao mesmo tempo emocionante porque foi autêntico, exceto nos, uma cortesia do nosso guia indiano, só participavam as próprias pessoas do local. Que demontração de Fé nos deram.  Podemos observar que a  religão é  sem dúvida uma das coisas mais importante, ou  quisá a mais importante  para os Indus.

 De Jaipur para Agra-  A viagem dá uma idéia da Índia, das diferenças sociais,  da extrema pobreza.  Mas eles são muito espiritualizados e olham sempre o lado auspicioso das coisas, assim sendo, como dizem: não tem tempo para pensar em coisas ruins. Vivem em plena paz e felicidade. Isso é perceptível quando se conversa, no meu caso por mímica, com a população mais simples.

 Agra– considerada um importante destino pelas presença de esplêndidos monumentos, com o notável   Taj Mahal  e o Forte de  Agra conhecido como Forte Vermelho, ambos  eleitos como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

 

O Taj Mahal é também conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do Corão. É incrustado com pedras semipreciosas, tais como o lápis-lazúli entre outras. A sua cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes. Outra maravilha de Agra é o Forte de Agra (conhecido como Forte Vermelho, devido à construção em arenito) é tão ou mais espetacular que o conhecido Taj Mahal.

De Agra para Jhansi  pegamos o trem expresso e graças a Deus estávamos na primeira classe, vejam porque dou graças a Deus, vimos o que é de fato pobreza extrema, mas com dignidade. Não roubam e não pedem esmolas. Imploram para que compremos algo que estão vendendo ou que os deixem prestar algum serviço com: engraxar sapato, consertar zíper de malas, (como foi o caso de uma sacola minha que o zíper estava sem o puxador). Depois de muita insistência deixei-o fazer o serviço que ficou super maravilhoso e barato.

O desespero de crianças doentes, com moscas nas feridas, jovens e velhos atravessando os trilhos de um lado para o outro da estação enquanto os trens não paravam de passar e todos lotados, incluindo passageiros na parte de cima (e não eram surfistas de trem). Tudo isso acontecendo enquanto esperávamos o “nosso” trem. Foi bom conhecermos esse lado da Índia. Amadurece, ensina a enxergar o quanto somos impotentes e ao mesmo tempo abençoados por Deus.

 À noite, assistimos a uma cerimônia (casamento) de um casal de indianos. Foi aqui no hotel onde estavamos hospedados.  A nossa guia conversou com o cerimonial e recebeu permissão para assistirmos a tal cerimônia. Estávamos de sari. Foi o maior barato. A única diferença do casamento na novela “Caminhos das Indias” é que eles eram um “pouquinho” mais modernos ou globalizados, pelo fato de morarem em Dubai. Mas a cerimônia foi igual a da citada novela: água do Ganges pra lá, um tal de pai por açúcar na boca da noiva e a mãe na do noivo, pra cá, trocas de presentes, colares de flores, etc… Não deixa de ser uma cerimônia bem bonita.  Além das joias preciosas, do banquete super farto, jóias preciosas,  saris  riquíssimos  e uma decoração de tirar o fólego, tudo num colorido ímpar. Isso tudo nos deu uma pequena  idéia, ao vivo e a cores da diferença social,  se compararmos com o que vimos na estação de trem.

  Com relação às mulheres, essas estão mais liberais por causa do trabalho. No caminho para Agra, como o País depende quase 90% da agricultura (ainda manual), observa-se muitas mulheres arando, de roupas típicas, ou nos diversos templos e museus que visitamos, os jardins estão sempre sendo cuidados, também por mulheres.  .

  Passando por Jhansi- cidade importante pelos seus Templos. A Fortaleza Orcha é magnífica.  A cidade medieval  construida durante o século XVI , se situa no caminho entre Jhansi e Kajuraho, a 16 Km e  170 Km respectivamente.De Jhansi para khajuraho a estrada é sem comentários. Um vai e vem de caminhões, motos, ônibus, bicicletas, pedestres, vacas, não esqueçam que são sagradas. É inacreditável, como eles desviam na hora que a gente acha que os veículos vão bater de frente e como buzinam. Não vimos nenhuma briga nem xingamentos, atropelamentos ou batidas. Acho que os desastres só não acontecem porque a estrada não permite tanta velocidade, mas haja freios. Dizem que as vaquinhas ajudam muito a acalmar os motoristas, que sempre param para que passem Já em Khajuraho , um povoado com 8 mil habitantes, aproximadamente,  no coração da Índia Central, os templos são voltados para a celebração do amor, tanto divino quanto humano. Visitamos o complexo com 😯 templos todos esculpidos com representações de amor, carnal, contando diferentes histórias. É o único exemplo de arquitetura Indo-aria conhecido em todo o mundo por suas esculturas eróticas. Depois do Taj Mahal, Kajuraho,é o monumento mais visitado da Índia.

 

   Em Varadasi, a cidade santa dos Indus: o rio Ganges a cerimônia de cremação que vimos, o lindo amanhecer na margem do Gangi, as pessoas se banhando e orando com fé…. até agora fico arrepiada. Foi o lugar que mais me chocou, se é que é essa a palavra apropriada. A cerimônia de cremação… nem sei explicar o que senti. Foi tudo muito forte para essa pobre criatura despreparada. Que coisa indescritível: um misto de várias emoções: tristeza, revolta, impotência, admiração, irritação, raiva de mim mesma pela falta de paciência com os vendedores, cansaço, sentimento de estar suja e querer chegar logo para tomar banho, desinfetar as mãos… um verdadeiro turbilhão de sentimentos inexplicáveis.

  AGUARDEM OS PRÓXIMOS POSTS, VOU MOSTRAR/FALAR, ATRAVÉS DE FOTOS, DE CADA UMA DESSAS CIDADES.

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